quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Amigo corvo.



Tarde da noite ele me visita, todas as noites sem nunca falhar observa-me em seu silencio quebrado apenas pelo meu gargalhar, 
seus olhos vermelhos em minha alma adentram talvez procurando os que me atormentam,
Por horas afim nos contemplamos criando padrões e quebrando os portões, 
o que ele procura jamais achará, um companheiro talvez consiga, meu único amigo, tão improvável, que por um acaso me foi enviado;
 não vejo sentido nas palavras do corvo,  não compreendo o sorriso bobo, mas seu olhar este diz tudo ele me quer, quer que eu vá, junto com ele no céu voar, um dia quem sabe  nós partiremos mas por enquanto não voaremos, aqui ficaremos até o sol nascer mas antes disse irei lhe perder, lhe ver partir e na noite sumir; devo dormir para garantir estar aqui quando você vir.
Em breve voaremos.



Voador;.