Tarde da noite ele me visita,
todas as noites sem nunca falhar observa-me em seu silencio quebrado apenas pelo
meu gargalhar,
seus olhos vermelhos em minha alma adentram talvez procurando os
que me atormentam,
Por horas afim nos contemplamos
criando padrões e quebrando os portões,
o que ele procura jamais achará, um
companheiro talvez consiga, meu único amigo, tão improvável, que por um acaso
me foi enviado;
não vejo sentido nas palavras do corvo, não compreendo o sorriso bobo, mas seu olhar
este diz tudo ele me quer, quer que eu vá, junto com ele no céu voar, um dia
quem sabe nós partiremos mas por
enquanto não voaremos, aqui ficaremos até o sol nascer mas antes disse irei lhe
perder, lhe ver partir e na noite sumir; devo dormir para garantir estar aqui
quando você vir.
Em breve voaremos.
Voador;.
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